Tecelagem das Virgens Negras
by Sofia Batalha
Este livro não é um tratado de fé nem uma negação do sagrado. É uma escuta situada entre urtigas. A partir do território ibérico e europeu, convoca as Virgens Negras, Mouras e figuras escuras da paisagem como vestígios vivos de eco-mitos silenciados — presenças anteriores às doutrinas, sobreviventes às catequeses, portadoras de uma memória que insiste no corpo, na terra e no rito.
Ao regressar a estas figuras, o ensaio confronta a genealogia da Europa consigo mesma: a construção histórica da brancura como norma, a negritude empurrada para o subterrâneo, e as polarizações raciais, sociais e políticas que ainda estruturam o presente. Porque o colonialismo não terminou, esta escuta não procura inocência nem redenção, mas responsabilidade ao desenterrar fios, reconhecer continuidades e aprender a escutar onde antes se mandou calar.
Cosmic-Chthonic Cartography Eco-Mythic-Activism, eco-mythology, ecopsychology, art and books. No fear of paradox.
🌿 Between Earth pedagogies and mythical imaginaries, Sofia cultivates an undisciplined ethic of belonging and listening, where there are no formulas for healing, but a loving stubbornness in sustaining the unfinished, the paradoxical, the sacred, and the entangled. Serpentedalua.com Insta: @serpentedalua Substack: sofiabatalha.substack.com
The threshold of when we were landscape
by Sofia Batalha and Carolina Mandrágora
In the entangled spirit of mythopoetic inquiry, Sofia Batalha invites us into a landscape where stories emerge as sentient companions, and images become thresholds to ecological reciprocity, ancestral memory, and soul-rooted listening.
Ecologia da Loucura e do Luto, Corpo Contaminado, Mitologia e o Feminino do Fim dos Mundos
by Sofia Batalha
Mistura de ensaio crítico, lamento ritual e invocação mítica, numa descida poética e crua de uma deusa mutante pelas sete camadas da contaminação, onde o corpo feminino de meia-idade se torna altar e denúncia. Aqui, a carne e ossos são territórios feridos, a loucura é linguagem da Terra e os venenos não são metáforas.
Estas histórias praticam-se. São desencantamentos da Modernidade, rezos por um pensamento entrelaçado que desaprende o dominar e volta a pertencer.
by Sofia Batalha