Linhagem Eco-Mitológica da Montanha
by Sofia Batalha
Esta é uma jornada de investigação-oração que escuta o que ficou à margem da história oficial, revelando e recordando seres quiméricos como forças vivas e eco-mitológicas da paisagem. A proposta é simples — tão simples que foi obliterada, traduzida e esquecida ao longo de cerca de mil e quinhentos anos, até se tornar “apenas” cenário inerte para a ação humana. Aqui, a paisagem volta a falar... montanhas, águas, metais, ervas e ventos surgem como corpos sensíveis, portadores de memória, cuidado e poder relacional.
O caminho de remembramento deste ensaio tece e desdobra a Senhora da Orada não como uma santa local fixa, mas como uma multiplicidade de seres híbridos, ctónicos e contextuais. Ela emerge como paisagem viva — montanha que guarda água, ventre mineral que abriga talismãs, limiar onde vida e morte se transformam. Remanescente de cultos eco-mitológicos animistas às Montanhas e Águas, a Orada revela ritos antigos de fertilidade, nascimento e morte, convidando-nos a reaprender uma devoção que não eleva nem domina, mas desce e escuta. Que reconhece o sagrado como relação viva com o lugar que habitamos.
Cosmic-Chthonic Cartography Eco-Mythic-Activism, eco-mythology, ecopsychology, art and books. No fear of paradox.
🌿 Between Earth pedagogies and mythical imaginaries, Sofia cultivates an undisciplined ethic of belonging and listening, where there are no formulas for healing, but a loving stubbornness in sustaining the unfinished, the paradoxical, the sacred, and the entangled. Serpentedalua.com Insta: @serpentedalua Substack: sofiabatalha.substack.com
The threshold of when we were landscape
by Sofia Batalha and Carolina Mandrágora
In the entangled spirit of mythopoetic inquiry, Sofia Batalha invites us into a landscape where stories emerge as sentient companions, and images become thresholds to ecological reciprocity, ancestral memory, and soul-rooted listening.
Ecologia da Loucura e do Luto, Corpo Contaminado, Mitologia e o Feminino do Fim dos Mundos
by Sofia Batalha
Mistura de ensaio crítico, lamento ritual e invocação mítica, numa descida poética e crua de uma deusa mutante pelas sete camadas da contaminação, onde o corpo feminino de meia-idade se torna altar e denúncia. Aqui, a carne e ossos são territórios feridos, a loucura é linguagem da Terra e os venenos não são metáforas.
Estas histórias praticam-se. São desencantamentos da Modernidade, rezos por um pensamento entrelaçado que desaprende o dominar e volta a pertencer.
by Sofia Batalha